Atualização da Direção

Imagem por Diane com a silhueta de um homem e uma mulher a falar com balões de fala, um com o logótipo da OTW e outro que diz ‘OTW Announcement’ (Anúncio da OTW)

A Direção da OTW (Organização para Obras Transformativas) votou durante a sua reunião agendada no dia 26 de Novembro para nomear Andrea Horbinski para servir durante o restante mandato desocupado em 2014 por Anna Genoese, terminando a 31 de Dezembro de 2016. Nomear alguém para preencher lugares vagos na Direção é uma parte normal do trabalho da Direção, como descrito no Artigo 5, #4 do Regulamento da OTW, e a Direção fê-lo várias vezes em alturas anteriores.

Após discussão com o resto da Direção, Andrea Horbinski decidiu recusar a nomeação para a Direção da OTW para 2016. Ela adjudicou a sua resignação da Direção, que se tornará efetiva a 15 de Dezembro de 2015. Soledad Griffin, Jessica Steiner, Eylul Dogruel, Cat Meier e M.J. MacRae também resignaram, resignação esta efetiva na mesma data. As pessoas que são atualmente membros de comités da OTW irão permanecer na organização como parte das equipas mas não como parte da Direção.

A Direção de 2015 deseja à Direção de 2016 e a todas as pessoas voluntárias, membros de equipa e membros da OTW o melhor para o sucesso contínuo da organização.

Este artigo de notícias foi traduzido pela equipa voluntária de tradução da OTW. Para saberes mais sobre o nosso trabalho, visita a página de Tradução em transformativeworks.org.

O que Significa a TPP para Fãs

Comité Legal em Destaque

A Trans Pacific Partnership – TPP (Parceria Transpacífica) é uma proposição de tratado entre 12 nações: Austrália, Brunei Darussalam, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, os Estados Unidos e Vietname. Muitos criticaram a forma sigilosa como a TPP foi negociada nos últimos 5 anos e meio, mas, a 4 de Outubro de 2015, as negociações terminaram e todos os estados membro concordaram em princípio com um tratado cujo texto foi publicado a 5 de Novembro de 2015 pelo Representante de Comércio dos EUA.

Este tratado ainda não foi assinado para lei por ninguém, e tal poderá nunca vir a acontecer. Mas a sua linguagem e conceitos poderão tornar-se lei em pelo menos alguns dos 12 países membros – bem como noutras nações que assinem o tratado no futuro – por isso é bom que as pessoas possam compreender o impacto que as suas provisões na propriedade intelectual poderão ter (e não ter) nas suas atividades enquanto fãs. Queremos fornecer esta informação agora, enquanto os países estão a considerar adotar a TPP, para dar a fãs a oportunidade de rever e comentar a adoção dos seus governos deste tratado, se quiserem saber.

Em quase todas as situações, o tratado requer que as nações membro fortaleçam as proteções para detentores de direitos como base dos direitos de propriedade intelectual; os países podem adotar proteções mais fortes do que as incluídas no tratado. É muitas vezes permitido às nações membro, e até encorajado, que abram exceções que protegeriam fãs (e outras pessoas utilizadoras ou criadoras), mas tal nunca é obrigado. Como resultado, as proteções para detentores de direitos dispostas no tratado são muito mais fortes do que as suas proteções para fãs. O tratado tem alguns problemas significativos, discutidos mais abaixo, e não fornecem as salvaguardas para fãs que esperávamos. Em geral, o tratado exporta as leis de propriedade intelectual dos EUA para 11 outros países, tornando as leis de propriedade intelectual de outros países mais póximas das leis homólogas americanas.

Aqui estão algumas áreas em que as alterações à lei poderão ter um impacto nas atividades de fãs em nações que assinem o tratado. Além das provisões gerais, incluímos algumas áreas particulares de interesse para fãs nos EUA, Canadá, Chile e Japão. Continuaremos a prestar atenção para problemas específicos para outras nações membro.

1. Utilização Livre e Fair Dealing

O tratado encoraja as nações membro a atingirem um “equilíbro” na lei de direitos de autor, o que incluiria exceções de utilização livre e fair dealing à infração de direitos de autor, mas não obriga as nações a tomar medidas específicas para proteger pessoas utilizadoras ou criadoras. Para países que já tenham leis de utilização livre e fair dealing, não altera nada, por isso não irá reduzir as leis de utilização livre nos Estados Unidos ou de fair dealing e a “Exceção YouTube” no Canadá. Em geral, contém muita linguagem que aponta para a necessidade de equilíbrio, mas enquanto as provisões pró-proteções são obrigatórias, a maioria das provisões que apoiam os direitos de utilizador são meramente sugestivas. Por exemplo, o tratado diz apenas que cada partido “tentará atingir o equilíbro apropriado no seu sistema de direitos de autor e direitos relacionados”, mas não dá orientações suficientes acerca de que equilíbrio derá considerado “apropriado” para os países.

O tratado permite que as nações membro definam limitações ou exceções ao direitos de autor que tenham “em devida consideração propósitos legítimo como por exemplo, mas não apenas: críticas; comentários; reportagens de notícias; ensino, bolsas, investigação e outros propósitos semelhantes; e facilidade de acesso a obras publicadas para pessoas cegas, portadoras de deficiência visual ou de outra forma incapazes de ler material impresso”. Todos estes são interesses que se alinham com as leis de utilização livre e fair dealing existentes e com muitas atividades de fãs. Mas o tratado não obriga as nações membro a ter leis de utilização livre ou fair dealing, e nem sequer diz alguma coisa acerca de quanto empenho devem ter os membros na sua tentativa de atingir um equilíbrio nos direitos de autor. Por isso, isto não é necessariamente mau para fãs, mas também não é necessariamente uma melhoria ou expansão dos seus direitos.

2. Criação de vídeos e Medidas de Proteção Tecnológicas

O tratado obriga as nações membro a terem leis “anti-evasão” que penalizam as pessoas que quebrem “medidas de proteção tecnológicas” (isto é, encriptação ou DRM) em obras com direitos de autor ou que criem ferramentas para tal. Obriga a que a punição por violar estas leis inclua penalizações civis e criminais por violação intencional. Também força os países membro a tornar a evasão ilegal mesmo se esta não conduzir a uma infração. Isto é muito semelhante às provisões anti-evasão que existem nos EUA sobre o Digital Millennium Copyright Act – e é mau para fãs, exatamente pelas mesmas razões pelas quais as provisões dos EUA são más. Por exemplo, vidders têm que quebrar a encriptação DRM de DVDs e fontes online de vídeo para poderem criar vids de alta qualidade.

Nos EUA, a OTW (Organização para Obras Transformativas) lutou arduamente e conseguiu uma isenção que permite a vidders quebrar a encriptação de DVD, Blu-Ray e vídeo online. Essa isenção não está sob risco devido a este tratado, que diz que as nações membro “podem” criar exceções onde exista um “impacto real ou adverso provável destas medidas em pessoas utilizadoras não ilícitas” – como a isenção para criação de fanvideo. Mas não obriga os países a passar essas exceções ou a criar uma estrutura de criação e manutenção dessas exceções. Assim, as nações membro têm que importar as regras de encriptação para os seus códigos de direitos de autor, mas podem também escolher não criar nenhuma exceção, ou podem escolher o sistema ineficaz e oneroso que existe nos EUA. O tratado também obriga que as nações que considerem criar exceções considerem também se as pessoas detentoras dos direitos já tomaram medidas para permitir usos não ilícitos. Isto significa que quem detém os direitos pode tentar depender apenas de “captura de ecrã” e outras tecnologias semelhantes que afirmam (falsamente) que permite a vidders criar vids sem descodificar o material original.

3. O Domínio Público

O domínio público é o universo de obras que não estão protegidas por leis de propriedade intelectual, ou porque essa proteção expirou ou porque a lei nunca as protegeu. O domínio público é importante para fãs porque representa obras para as quais fãs não precisam de exceções como utilização livre ou fair dealing para criar obras em seguimento a essas. O tratado declara que as partes envolvidas “reconhecem a importância de um domíno público rico e acessível”, e “reconhecem a importância de materiais informativos… que ajudam a identificar material que se tenha tornado domínio público”, mas não contém um dever afirmativo dos membros para identificarem, preservarem ou promoverem um domínio público robusto. Isto é uma deceção – mas, embora não obrigue qualquer nação a tornar as coisas melhores para o domínio público, também não obriga qualquer nação a tornar as coisas piores, com exceção da duração ds direitos de autor, que descrevemos a seguir.

4. Duração dos Direitos de Autor

O tratado obrigaria os seus membros a aumentar a proteção de direitos de autor de forma a que as obras estejam protegidas até 70 anos após a morte da pessoa criadora ou, para obras criadas por entidades anónimas, pseudónimas ou organizacionais, 70 anos após a sua publicação. Isto representa uma extensão de 20 anos dos tratados anteriores, mas continua a ser mais curta do que a dos direitos de autor nos EUA, que dura 70 anos após a morte da pessoa criadora, mas 95 ou 120 anos no caso de obras criadas por entidades anónimas, pseudónimas ou organizacionais. No final, esta extensão de 20 anos poderá não significar uma diferença prática para muitas obras (é um período de tempo muito longo de qualquer forma) mas significa que irá demorar mais tempo até que as obras se tornem domínio público, o que é uma má notícia para fãs. A boa notícia é que o tratado não obriga as nações membro a renovar a proteção de direitos de autor caso esta já tenha expirado.

5. Notificação e Retirada e a Privacidade de Fãs

O tratado obriga as nações membro a ter um “porto seguro” para Internet Service Providers (“ISPs”) (Fornecedores de Acesso à Internet) que implementa um regime de notificação e retirada muito semelhante ao criado pelo Digital Millennium Copyright Act (“DMCA”) dos EUA.Também obriga as nações membro a fornecer procedimentos legais, como os que existem no DMCA, que permitam a quem detém os direitos obter informação sobre as identidades de pessoas envolvidas em alegadas infrações para que possam executar os seus direitos de direitos de autor diretamente. Há algumas exceções para países como o Canadá, que tem um sistema de “notificação e notificação”, e o Chile, onde ISPs não são obrigados a remover conteúdo sem uma ordem judicial. No entanto, estas exceções estão limitadas a estes países; todos os outros estão obrigados a um sistema parecido com o dos EUA.

Embora o tratado contenha algumas salvaguardas para fãs, como penalizações para detentores de direitos que emitam notificações de retirada erradas, continua a haver um desequilíbrio. Permite, mas sem obrigar, que as as nações membro implementem um procedimento “contra-notificação” como o do DMCA que permite às pessoas utilizadoras a ter o seu material restaurado no caso de uma retirada injusta. Da mesma forma, permite, mas sem obrigar, um sistema de verificação de notificações de retirada por uma parte independente, semelhante ao do Japão.

Os problemas de privacidade também se intersetam com a provisão do tratado sobre o nome de domínios na internet, que obriga os países a fornecer “acesso público online a uma base de dados confiável e precisa de informação de contactos” de registos de nome de domínios. Embora esta provisão poderia enfraquecer a privacidade de entidades que tenham registado nomes de domínios, existiriam provavelmente formas de dar a volta a esta situação. Primeiro, aplicar-se-ia apenas a registos em países que assinem a TPP, e a União Europeia, que tem leis de privacidade mutio rigorosas, poderia tentar bloquear o acesso ou distribuição desta informação para pessoas residentes na UE que tenham registado nomes de domínios. Além disso, esta provisão poderá não prevenir que quem tenha efetuado registos se baseie em soluções que usem “partes intermediárias” (como GoDaddy e Register-ponto-com), que armazenariam a informação pessoal nas suas próprias bases de dados, identificando-se a si próprias como Contactos de Nome de Domíno, e encaminhando comunicações para as pessoas reais sem tornar as suas identidades ou a informação de contacto publicamente acessíveispara toda a internet.

6. Penalizações Criminais

Finalmente, o tratado estabelece penalizações criminais para infrações de direitos de autor. Isto não é completamente novo: muitos países, incluindo os EUA, estabelecem penalizações criminais por certos tipos de infração de direitos de autor, algumas bastantes duras. Nos EUA, estas penalizações são na sua maioria reservadas para operações de pirataria em grande escala. Mas o tratado exige penalizações criminais bem mais radicais, obrigando as nações membro a estabelecer penalizações criminais por qualquer ato de infração intencional de direitos de autor “a uma escala comercial”, mesmo que não tenha sido feita para proveito financeiro, se a infração tiver um “impacto prejudicial substancial nos interesses” da pessoa detentora dos direitos de autor no mercado. Na verdade isto chega ainda mais longe: as nações membro devem permitir que as “autoridades competentes” iniciem uma ação legal para penalizações criminais mesmo sem a necessidade de uma queixa formal por uma parte privada ou detentora dos direitos. O tratado, no entanto, parece permitir às nações membros que limitem o poder das “autoridades competentes” de impor os direitos de autor em situações onde há um “impacto na capacidade da parte detentora de direitos de explorar a obra no mercado”.

Como pessoas que detêm os direitos de autor não contestam a maioria das atividades de fãs, a ideia de que outras autoridades que não as detentoras desses direitos possam impor as leis de direitos de autor tem sido uma grande preocupação para fãs durante o processo de negociação do tratado. Em particular, foi o tópico de uma oposição bastante vocal de fãs japoneses, devido a preocupações relativas a cosplay, doujinshi e outras atividades de fãs que estariam sujeitas às penalizações criminais já severas da nação, mesmo que as pessoas japonesas detentoras de direitos de autor tenham permitido há muito que obras de fãs sejam vendidas a larga escala e até mesmo em lojas que vendam primariamente obras de fãs. A provisão do tratado não é tão má como se temia, porque só se aplica a infrações que prejudiquem a capacidade da entidade detentora dos direitos de autor de explorar a sua obra no mercado. A 5 de Outubro, o governo japonês lançou um sumário da TPP que confirmava as exceções para infrações de direitos de autor a uma escala não comercial (não especificada). No Japão, isto é interpretado por algumas pessoas como um sinal de que a pressão exercida por organizações de fãs e pessoas académicas de Direito foi um êxito e que o governo japonês quer proteger as obras de fãs, pressupostamente porque reconhece o seu valor social e (especialmente) económico como uma base da cultura de manga japonesa. No entanto, ainda não se sabe como é que estas provisões se reflectirão exatamente na leis japonesas e noutras. Permanece também o medo de que alguns aspetos da cultura de fãs japonesa que são mais facilmente interpretados como “comerciais”, como lojas de obras de fãs ou fãs individuais que vendem cópias das suas obras, ainda estarão em perigo. Por isso, ainda existem muitos desenvolvimentos interessantes por vir no Japão. E para todas as nações membro (não apenas o Japão), ainda não é claro porque é que o tratado deveria de todo permitir a imposição de direitos de autor por entidades que não detêm os direitos, muito menos torná-la obrigatória em qualquer circunstância.

No final, as penalizações criminais do tratado não deveriam ser capazes de ter um impacto em obras de fãs numa cultura de doação, ou mesmo de comissão de obras, porque só se aplicam a infrações intencionais e a infrações “a uma escala comercial” que tenha um “impacto prejudicial substancial” nos interesses da entidade detentoras dos direitos. Para a maioria das obras de fãs, especialmente as obras transformativas não comerciais nas quais se centra a OTW, não acontece nenhum destes três casos, muito menos todos os três. E em países com leis de utilização livre e fair dealing, a maioria das obras de fãs não comerciais não infringem a lei de todo, portanto as penalizações criminais não fazem qualquer diferença. Mas as provisões de penalização criminal são particularmente severas para fãs em países onde não existem leis de utilização livre ou fair dealing como proteção.

Se tiveres questões, a equipa Legal da OTW está sempre disposta a responder a qualquer pergunta sobre a TPP ou outros assuntos sobre leis relacionadas com fandom! Podes contactá-la por email através do endereço legal@transformativeworks.org.

Este artigo de notícias foi traduzido pela equipa voluntária de tradução da OTW. Para saberes mais sobre o nosso trabalho, visita a página de Tradução em transformativeworks.org.

Plano Estratégico 2016-2019 da OTW Aprovado

Imagem por Erin de um holofote com o logótipo da OTW incidindo nas palavras ‘Planeamento Estratégico em Destaque’

O comité de Planeamento Estratégico orgulha-se de anunciar que o Plano Estratégico 2016-2019 foi aprovado pela Direção e encontra-se pronto para ser implementado! O comité gostaria de agradecer profundamente a toda a OTW (Organização para Obras Transformativas) pela paciência, empenho e dedicação que mostraram durante este processo. A OTW gostaria também de agradecer a quem doou e nos apoiou, por tornarem isto possível.

A implementação do plano irá começar em Janeiro de 2016. Convidamos o público a ler a Cronologia Visual do Plano Estratégico para aprender acerca do futuro da OTW e dos seus projetos.

Organização para Obras Transformativas Cronologia do Plano Estratégico

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Uma Infraestrutura mais Forte

A OTW precisa de melhor tecnologia, ferramentas, processos, procedimentos e documentação.

Stronger and More Efficient Board, icon by Till Teenck for The Noun Project

Uma Direção mais Forte e Eficiente

Uma direção sólida, democrática e eficaz terá um impacto positivo em toda a organização.

Increased Volunteer Engagement, Retention, and Development, icon by Joao Santos for The Noun Project

Um Maior Envolvimento, Retenção e Desenvolvimento de Pessoas Voluntárias

A OTW deve desenvolver competências e experiência para criar uma comunidade mais forte a nível de toda a organização.

Expand Fundraising and Financial Capacity, icon by Olivier Guin for The Noun Project

Expandir a Capacidade Financeira e de Angariação de Fundos

A OTW precisa de recursos para funcionar e crescer e portanto tem de aumentar a sua capacidade de os captar.

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Cultivar e Apoiar Projetos Existentes

Cada comité precisa de conhecer de forma clara a sua parte na execução da missão da OTW.

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Aumentar a Inclusividade

A OTW celebra a imagem acolhedora que tem conseguido criar mas precisa de continuar a promover a representação e envolvimento da comunidade.

Objetivos para 6 meses

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Documentação das posições e expectativas de líderes e responsáveis de toda a OTW: Líderes de comités e responsáveis por grupos deverão trabalhar com a Direção para esboçar um documento que descreva as expectativas de toda a organização para essas posições.

Declarações preliminares de âmbitos: Comités e grupos de trabalho deverão esboçar uma declaração, delineando o seu âmbito dentro da OTW, incluindo possíveis lacunas ou sobreposições com outras equipas.

Plano de recrutamento: Comités e grupos de trabalho deverão documentar as suas necessidades de recrutamento, planos de treino, cronologias, etc para novos membros de equipa (e pessoas voluntárias quando aplicável).

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Documentação de âmbitos e posições: A Direção deverá esboçar, aprovar e publicar internamente documentos que clarifiquem como é o real funcionamento da Direção, em oposição ao ideal.

Eliminação gradual e substitução da estrutura de contactos (“liaisons”) da Direção: A Direção deverá implementar sistemas flexíveis, claros e estruturados para comunicar com comités e grupos de trabalho.

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Documentação de âmbitos e posições: Como parte do objetivo de documentação da Direção, a posição de Tesouraria deverá ser documentada de forma completa e acessível.

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Planos de desenvolvimento de 1 ano para cada projeto: Cada projeto da OTW deverá ter um plano de desenvolvimento que identifique os objetivos para o próximo ano. Isto engloba: Archive of Our Own, Fanlore, Assistência Legal, Open Doors, Transformative Works and Culture, Fanhackers e o website transformativeworks.org.

Objetivos para 9 meses

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Documentar posições de líder/responsável específicas: Usando o documento global sobre as posições e expectativas para líderes e responsáveis, todos os comités e grupos de trabalho deverão esboçar o seu próprio documento, adaptado e elaborado para o seu modelo específico de liderança.

Plano de sucessão de líderes/responsáveis: Os comités/grupos deverão documentar um plano para recrutar, identificar e treinar potenciais futuras pessoas líderes/responsáveis.

Objetivos para 12 meses

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Procedimento para atualizações regulares do trabalho de cada comité/grupo de trabalho: Os comités/grupos de trabalho deverão desenvolver procedimentos para publicar na wiki interna ou noutra ferramenta da OTW o estado atual do seu trabalho, incluindo projetos, e os seus planos até à próxima atualização.

Páginas na wiki interna para processos quotidianos e essenciais: Cada comité/grupo de trabalho deverá criar e publicar páginas na wiki interna que documentem os seus processos e procedimentos regulares.

Resolução da sobreposição de âmbitos: A Direção e os comités e grupos de trabalho deverão identificar eventuais sobreposições de deveres do comité e iniciar debate para a) rever esses deveres para eliminar a sobreposição, ou b) construir um plano para a acomodar.

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Eleições concorridas: A OTW deverá preparar documentação e solicitar a quem se candidata à Direção que se prepare para uma eleição concorrida conduzida com transparência e votada pelos membros.

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Sistema de provedoria iniciado: O sistema de provedoria para resolução de conflitos deverá ser aprovado pela Direção e implementado e em funcionamento.

Treino de competências externas específicas do comité: A OTW deverá identificar recursos externos úteis para treinar membros de equipa e pessoas voluntárias nas competências necessárias dos seus comités e grupos específicos.

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Recrutar uma segunda pessoa de contabilidade: A OTW deverá recrutar contabilista para trabalhar com a Tesouraria.

Auditorias regulares: Deve ser instaurado um processo para conduzir auditorias regulares às finanças da organização.

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Guias de coligação: A equipa Legal deverá desenvolver um guia sobre as coligações atuais da OTW com outras organizações e disponibilizar na wiki interna os procedimentos para a equipa Legal poder gerir a criação de novas coligações e projetos conjuntos.

Objetivos para 18 meses

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Processos de gestão de projetos para toda a organização: O comité de Voluntariado e Recrutamento deverá definir processos padrão ao nível da organização para a gestão de projetos inter-comités e publicar documentação dos processos na wiki interna.

Mapear a estrutura da organização: A estrutura organizacional da OTW é fácil de descrever e encontra-se mapeada graficamente.

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Treino Básico para Líderes/Responsáveis: Voluntariado e Recrutamento deverá ajudar líderes e responsáveis a desenvolver e implementar procedimentos de treino das competências básicas essenciais ao desempenho das suas funções com sucesso, como competências de liderança e gestão.

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Reforma de processos de trabalho e âmbitos para o site transformativeworks.org: Deverá existir documentação clara e completa acerca de design, gestão de conteúdo, suporte e desenvolvimento do tw.org.

Objetivos para 24 Meses

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Planos de desenvolvimento para comités/grupos: O comité/grupo deverá desenvolver um plano que descreva as suas prioridades e estabeleça objetivos específicos para o futuro, incluindo potenciais novos projetos que desejem assumir.

Orçamento dos comités/grupos: Pelo menos 3 comités/grupos de trabalho deverão submeter um orçamento à Tesouraria e receber feedback.

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Estruturação de operações com participação de responsáveis: A Direção reviu o seu funcionamento e adicionou novas posições, estruturas e procedimentos, para que a gestão de operações da OTW inclua participações das pessoas responsáveis de todos os comités e da atual Direção.

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Workshops sobre competências: A OTW deverá criar planos para workshops sobre competências em áreas específicas, como código da wiki ou expansão internacional, e deverá ser realizado pelo menos um.

Projeto piloto para líderes/responsáveis: Pelo menos 4 chefes de equipa deverão voluntariar os seus serviços e trabalhar juntamente com Voluntariado e Recrutamento na criação de um programa de mentoria para líderes/responsáveis da OTW.

Planos de envolvimento com as pessoas voluntárias: Comités e grupos deverão criar planos para realizar regularmente pontos de situação, acompanhar progressos e recompensar empenho.

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Equipa de design e suporte da Fanlore: Deverá haver uma equipa de responsáveis para manter e expandir a Fanlore.

Planos de desenvolvimento e/ou conquistas de cada projeto: Cada projeto da OTW deverá desenvolver um plano público com os seus objetivos para os próximos 5 anos. Isto engloba: Archive of Our Own, Fanlore, Assistência Legal, Open Doors, Transformative Works and Culture, Fanhackers e o website tw.org.

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Revisão da segurança: O processo de atualização e aperfeiçoamento da segurança das nossas contas e informação financeira e operacional deverá ser completado.

Orçamentos das equipas: Pelo menos 3 comités/grupos deverão submeter um orçamento à Tesouraria e receber feedback.

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Planos de desenvolvimento internacionais e inclusivos: Como parte dos objetivos de documentação de infraestruturas, todos os planos de desenvolvimento deverão incluir planos explícitos para inclusividade e representação internacional.

Treinos de inclusividade: A OTW deverá realizar pelo menos 3 treinos, abertos a todo o pessoal, sobre internacionalização e como promulgar inclusividade e entrar em contacto com essas comunidades.

Inquérito de Inclusividade: A OTW deverá realizar pelo menos 2 inquéritos internos e externos sobre internazionalização e inclusividade.

Objetivos para 30 meses

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Âmbitos claros e documentados: Com ajuda da Direção, cada comité/grupo de trabalho deverá esboçar, aprovar e circular um documento detalhado sobre o seu âmbito na OTW.

Revisão e pesquisa de ferramentas internas: A OTW deverá rever as atuais ferramentas internas e procurar alternativas melhores ou novas ferramentas quando necessário.

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Plano de treino para a Direção: Deverá estar disponível um plano de treino que possa ser utilizado por todos os membros recém-eleitos da Direção e por qualquer membro de equipa que esteja a considerar juntar-se à Direção no futuro.

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Treino interno para toda a organização: De forma semelhante ao treino básico para chefes de equipa, deverão ser desenvolvidos e implementados procedimentos básicos de treino de competências comuns a todo o pessoal.

Plano de treino para líderes/responsáveis completo: Em seguimento do treino básico, a OTW deverá implementar um plano para todas as novas pessoas na liderança de equipas, cobrindo competências gerais e específicas.

Procedimentos/suporte administrativo para chefes de equipa: Os comités e grupos deverão criar planos para gerir comunicações, calendarização, atas, gestão de tarefas, etc.

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Atingir reservas suficientes para 3 meses de custos operacionais: A OTW deverá ter poupado dinheiro suficiente para cobrir 3 meses de despesas operacionais da organização, sem recorrer a angariações de fundos adicionais.

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Pesquisar as melhores práticas para organizações internacionais: Deverão ser investigadas as melhores práticas para organizações internacionais, dando prioridade a organizações com uma perspetiva não ocidental e/ou não anglófona e organizações que servem populações marginalizadas no mundo ocidental inglês.

Dados do inquérito obtidos e relatados: O grupo de diversidade deverá divulgar os resultados da análise dos inquéritos de inclusividade e preparar recomendações para a OTW com base nesses resultados.

Objetivos para 36 meses

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Manual da organização: A OTW deverá criar um manual que inclua informação básica sobre a OTW que todas as pessoas voluntárias devem saber, como orientação sobre comités e grupos e guias sobre as ferramentas da organização.

Estudo de lacunas em âmbitos: Deverão ser abordadas as sobre-extensões identificadas nas declarações de âmbito, nomeadamente tarefas de comités e grupos que não pertencem ao seu âmbito de trabalho.

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Plano de sucessão da Direção: A OTW deverá implementar um plano de sucessão que assegure a preservação do conhecimento e responsabilidade da Direção anterior e apoie e informe a nova Direção durante o seu treino e transição.

Novo Modelo de Operações: A OTW deverá desenvolver um plano para rever a estrutura de gestão de operações da organização.

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Auto-avaliação de toda a organização: Deverá ser implementada uma auto-avaliação a todos os níveis: pessoas voluntárias e membros de equipa individuais, comités e grupos de trabalho e a OTW como um todo.

Treino externo de competências para toda a organização: Todo o pessoal deverá ter acesso a programas externos de treino de competências difíceis de desenvolver internamente.

Programa de mentoria para líderes/responsáveis: Os indivíduos disponíveis para mentorar outros em áreas ou competências específicas deverão estar identificados na wiki interna e o programa de mentoria deverá estar padronizado em toda a OTW, mantendo-se flexivel para cada comité ou grupo.

Explorar uma estrutura para reuniões anuais inclusivas que não o retiro da Direção: A Direção deverá explorar a possibilidade de realizar reuniões para toda a organização.

Expandir e rever a expansão e estratégias de recrutamento de pessoal: A OTW deverá explorar métodos e estratégias de recrutamento.

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Aumento da angariação de fundos anual: A angariação de fundos anual da OTW deverá continuar a cobrir o nosso orçamento operacional anual mais 10%.

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Estrutura do inquérito de inclusividade: Um procedimento, conjunto de ferramentas, documentação e estrutura de suporte deverão ser preparados para a OTW poder inquirir regularmente interna e externamente acerca de diversidade, inclusão, representação e internacionalização.

Todos os ícones pertencem ao Noun Project: http://thenounproject.com

Uma Infraestrutura mais Forte, criado por Yamini Chandra para The Noun Project
Uma Direção mais Forte e Eficiente, criado por Till Teenck para The Noun Project
Um Maior Envolvimento, Retenção e Desenvolvimento de Pessoas Voluntárias, criado por João Santos para The Noun Project
Expandir a Capacidade Financeira e de Angariação de Fundos, criado por Olivier Guin para The Noun Project
Cultivar e Apoiar Projetos Existentes, criado por XOXO para The Noun Project
Aumentar a Inclusividade, criado por OCHA Visualization Unit para The Noun Project

Este artigo de notícias foi traduzido pela equipa voluntária de tradução da OTW. Para saberes mais sobre o nosso trabalho, visita a página de Tradução em transformativeworks.org.